Angela Brasil Nicolletti, exemplo de mulher engajada


Angela Maria Brasil Araújo Nicolletti é a alegria personificada, sentimento que nos comove; determina-nos. Angela é psicóloga, pedagoga, psicopedagoga, professora universitária, coordenadora de Extensão do departamento de Psicologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), membro do Colegiado do Curso de Psicologia da UEPB, subcoordenadora do Curso de Licenciatura plena em Psicologia da UEPB, orientadora educacional do Ensino Médio do Colégio Imaculada Conceição, onde desenvolve vários projetos, como, por exemplo, Liderança, Vocação, e o Tirando de Letra. Além disso, atua no apoio ao desenvolvimento do indivíduo na infância e adolescência e no tratamento e prevenção psicológica.

Mesmo desempenhando inúmeras funções ela ainda é mãe, mulher, cristã, amiga e cidadã. Por isso todos que a conhecem a admiram, e sabem da capacidade técnica que ela possui para desenvolver todos estas iniciativas, pela sua coordenação, o Projeto Tirando de Letra é a marca consolidada que é hoje.

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Projeto Tirando de Letra: uma inovação no modelo educacional

O Projeto Tirando de Letra, coordenado pela psicóloga Angela Nicolletti Brasil, criado no Colégio Imaculada Conceição, em Campina Grande, no estado da Paraíba, no Brasil, tem como intuito primordial auxiliar os alunos assistidos pelo mesmo em um programa de monitoria em que aluno ensina aluno, pois nesta concepção acredita-se que o conhecimento é passado de forma mais fácil, não apenas pelo vocabulário, mas pelo motivo dos participantes deste comungarem de uma opinião semelhante acerca da educação, visivelmente oposta à concepção bancária.

Ao longo do desenvolvimento do projeto é notória a evolução do corpo discente que aderiu a este propósito, não só de maneira presencial, mas também pelo estudo das apostilas disponibilizadas, hoje se encontra alunos, ex-participantes, nas universidades, comprovando a eficácia deste empreendimento.

Por que no projeto há participantes e não alunos? Pois, não existem professores completos, apenas alunos em formação, assim, os momentos compartilhados entre os que falam e os que escutam são espaços de tempo marcados pelo aprendizado comum.

Outro aspecto crucial que deve ser destacado é a organização da sala durante as aulas, a qual contraria o estabelecimento de um aparelho onde as técnicas que permitem ver induzam a efeitos de poder, e onde, em troca, os meios de coerção tornem claramente visíveis aqueles sobre quem se aplicam (FOUCAULT, 2007. p. 143); a fala daquele que se posiciona a frente não como mestre dogmático, porém como auxiliador, revisitando a máxima socrática, “só sei que nada sei”.

Desse modo, ao final do ano vê-se a queda naqueles que precisam destas aulas, pois mais que conhecimento, uma metodologia profícua é transmitida, assim, multiplicam-se o número de facilitadores.

Referências
FOCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução por Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 2007.

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